Francisco Pinto Balsemão defendeu que a coragem e a capacidade de correr riscos devem marcar a futura liderança social-democrata. O militante número um do partido alertou para a necessidade de uma ruptura que impeça o PSD de caminhar para um «suicídio colectivo». Ferreira Leite disse que ouviu estas ideias com tranquilidade.
Num debate organizado, esta quarta-feira, pelo Instituto Francisco Sá Carneiro sobre a História e os novos desafios que se colocam aos social-democratas, Francisco Pinto Balsemão defendeu um líder arrojado para o PSD que goste de correr riscos e ajude o partido a sair do «impasse».
«Temos de sair deste impasse sob pena de caminharmos para um suicídio colectivo», sublinhou Pinto Balsemão.
Com a presença de Manuela Ferreira Leite na plateia, Pinto Balsemão afirmou que está na altura de o PSD se definir de forma concreta ao eleitorado português e pediu, por isso, uma ruptura.
«Mais do mesmo, mesmo que melhor executado, não nos leva a parte alguma. Senão vamos ficar agarrados à paralisia e ao pântano onde nos encontramos», acrescentou.
Pinto Balsemão defendeu que, no futuro, o PSD deve ser um partido tolerante, aberto e capaz de antecipar as novas realidades sociais.
O social-democrata referiu-se ainda às questões do país, sugerindo que, só com pactos de regime, será possível fazer grandes reformas na Administração Pública,na Justiça, na Educação ou na Saúde.
Ferreira Leite não quis comentar em detalhe as propostas de Pinto Balsemão, mas disse que depois de ouvir o militante número um do partido se sentiu tranquila quanto às opções políticas e ao caminho que tem seguido em sintonia com as principais linhas defendidas neste debate.