O barómetro da Marktest para a TSF e Diário Económico indica que a popularidade de José Sócrates sofreu uma queda de sete pontos percentuais este mês, embora o PS mantenha as intenções de voto próximas das registadas em Outubro.
Efectuado em pleno curso da polémica sobre as escutas que envolvem o nome do primeiro ministro, o barómetro deste mês regista a queda na popularidade de José Sócrates.
O chefe de Governo e líder socialista cai quase sete pontos, para os 34,9 por cento, quanto em Outubro estava com 41,6 por cento de opiniões positivas.
Já o Partido Socialista (PS) mantém as intenções de voto próximas das do mês anterior, agora com 41,7 por cento.
Tanto o PSD, como a líder Manuela Ferriera Leite sobem ligeiramente. O partido galga dois pontos para os 25,6 por cento, o mesmo acontece com a líder social-democrata, que apesar de se manter em último na tabela, recuperou este mês para os 14,7 por cento.
O CDS-PP mantém-se em terceiro com 12,1 por cento e Paulo Portas é o lider partidário com melhor avaliação, com cerca de metade dos inquiridos a darem-lhe nota positiva.
À esquerda, o Bloco e o PCP aproximam-se dos valores do mês passado, nas intenções de voto e níveis de popularidade dos lideres. Bloquistas a deslizarem ligeiramente para os oito por cento e comunistas em subida suave para os 6,5 por cento de intenções de voto.
Depois da queda registada no último barómetro, o Presidente da República, Cavaco Silva, ainda está abaixo da fasquia dos 60 por cento, registando uma aprovação de 58,9 por cento.
Ficha Técnica:
Esta sondagem da Marktest para a TSF e Diário Económico efectuou-se entre 17 e 19 de Novembro, com o objectivo de conhecer as intençóes de voto nas legislativas e a avaliação dos inquiridos sobre o desempenho dos líderes políticos.
O universo é a população de Portugal Continental com mais de 18 anos e que habita em residências com telefone fixo. A amostra é de 808 inquiridos. Foram feitas 160 entrevistas na grande Lisboa, 90 no grande Porto, 130 no Litoral Centro, 154 no Litoral Norte, 183 no Interior Norte e 91no Sul.
O intervalo de confiança desta sondagem é de 95 por cento e a margem de erro de 3,45 por cento.