A videovigilância não vai avançar na baixa de Lisboa. A Comissão Nacional de Protecção de Dados deu um parecer negativo ao pedido que lhe foi enviado pelo Ministério da Administração Interna. Ao contrário, o Bairro Alto recebeu luz verde e é apenas uma questão de tempo para que o sistema fique operacional.
Surpreendido, o presidente da União das Associações de Comerciantes de Lisboa não percebe a decisão da Comissão Nacional de Dados.
Vasco de Melo estranha que haja luz verde para a videovigilância no Bairro Alto e que a ideia seja chumbada para a baixa pombalina.
A Associação de Moradores da Baixa pombalina também tem dificuldades em perceber a diferença de critérios. O presidente António Campos Rosado não esconde a surpresa.
No Bairro Alto, a videovigilância pode avançar, desde que se alterem algumas condições técnicas.
Em Setúbal, o projecto está ainda a ser preparado. A presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, entende que esta não é a solução mais adequada, mas não se opõe à vontade dos comerciantes.
O presidente da Associação de Comerciantes, Francisco Carriço, diz que depois dos assaltos de 2008, a segurança na baixa aumentou, mas continua a defender a gravação de imagens.
A Câmara de Setúbal diz que espera pela PSP, para identificar os locais onde as câmaras seriam imprescindíveis. Só depois, faz seguir o caso para o Ministério da Administração Interna.
No MAI, aguarda-se ainda uma resposta da comissão de dados quanto às câmaras de vigilância no concelho da Amadora.
No resto do país, o centro histórico de Coimbra será o próximo local a receber a videovigilância. Um sistema que vai arrancar nos próximos dias.
Já no Porto, na zona da Ribeira, está a funcionar há cerca de um mês. A Polícia de Segurança Pública (PSP) considera que ainda é cedo para fazer uma avaliação correcta, mas até agora tudo tem estado calmo.
Como adiantou à TSF, o comissário Tiago Gonçalves, até ao momento a PSP não registou qualquer crime. A Associação de Bares da zona histórica do Porto foi quem impulsionou esta ideia, mas não está totalmente satisfeita.
O presidente, António Fonseca, quer que as imagens passem a ser gravadas 24 horas por dia e espera que no prazo de um ou dois anos, a videovigilância seja alargada a outras zonas da cidade.