O Sindicato dos Funcionários Judiciais lamenta que documentos de processos judiciais, com informação confidencial, tenham sido encontrados nos caixotes do lixo do Palácio da Justiça, sem terem sido destruídos. O Ministério da Justiça garantiu que vão ser averiguadas as circunstâncias e a «respectiva responsabilidade» destes factos.
Documentos de processos judiciais, com identificação, moradas e contactos confidenciais foram encontrados pela Agência Lusa nos caixotes colocados nas traseiras do palácio da Justiça.
O Sindicato dos Funcionários Judiciais não percebe como é que foi possível deitar estes documentos no lixo antes de os destruir.
«Obviamente que mesmo fotocópias de factos processuais, não haver o cuidado na sua destruição, está mal. É uma atitude reprovável, que não é adequada», considera Fernando Jorge.
O Sindicato dos Funcionários Judiciais garante que o Palácio da Justiça tem todos os meios para a destruição dos processos e exige o apuramento de responsabilidades neste caso.
Contactado pela TSF, o Ministério da Justiça informa que depois de ter conhecimento destes factos através da imprensa, a Direcção-Geral de Administração da Justiça (DGAJ) «iniciou de imediato os devidos procedimentos para averiguação das circunstâncias em que tal ocorreu e da respectiva responsabilidade».