Jerónimo de Sousa, acusou, este sábado, o Governo de instituir a «precariedade» no trabalho e «sacrificar os salários». O secretário-geral do PCP sublinhou que governar à direita significa manter «intocáveis os privilégios e isenções ao capital financeiro e grupos económicos».
«O PS apresentou um programa de Governo que em tudo o que é estruturante se afirma pela continuidade da política do seu governo anterior. E é uma encenação grosseira dizer-se ou pensar-se que umas vezes vai governar à direita e outras vezes à esquerda!», afirmou Jerónimo de Sousa no jantar-convívio do 30.º aniversário da Juventude Comunista Portuguesa.
Jerónimo de Sousa afirmou que o Governo anuncia «esta ou aquela medida avulsa» no plano social, mas em relação ao trabalho estável, salários e horários «faz uma opção de classe».
O líder do PCP dirigiu-se aos jovens do partido dizendo que há «um combate incontornável» que estes têm que travar, nomeadamente no que toca à «precariedade» no emprego, nos salários e nos horários.
«As questões do emprego, dos salários e dos horários são decisivas para os jovens portugueses no momento crucial em que estão a construir a sua vida, a afirmar a sua autonomia profissional e familiar e a assegurar o seu futuro e concretizar o direito a uma vida melhor», disse.
O líder comunista pediu também à JCP para que tenha como «preocupação prioritária» as questões do ensino e da educação, particularmente «no combate à mercantilização e elitização do ensino e na defesa da escola pública».