Numa nota interna distribuída aos trabalhadores do BCP, a que a TSF teve acesso, Armando Vara confirma que foi constituído arguido no âmbito do processo «Face Oculta».
Armando Vara afirma-se inocente e diz aguardar com o maior interesse as provas que as autoridades venham a exibir, relacionadas com o seu envolvimento neste processo.
Na nota emitida, o vice-presidente do BCP diz ainda esperar que esses dados surjam em sede própria e não através da comunicação social.
Armando Vara mostra-se absolutamente convicto de que as actuações que desenvolveu, enquanto titular de cargos públicos e gestor de empresas, «pautaram-se sempre por rigorosos critérios de ética a nível pessoal e profissional».
Armando Vara é um dos 12 arguidos neste processo, onde se investigam crimes económicos.
Já depois de conhecida esta nota interna, o presidente do Conselho Geral e de Supervisão do BCP emitiu também um comunicado, dando conta de uma reunião que, entretanto, realizou com o conselho de administração do banco.
A administração do BCP garante que está salvaguardado o regular funcionamento do conselho, não existindo qualquer quebra de confiança entre os vários membros .
Assim sendo, a supervisão do banco entende que está defendido o interesse da sociedade, aguardando o apuramento dos factos pelas instâncias competentes.
Para além de Armando Vara, foi também constituído arguido, no âmbito da investigação «Face Oculta» o advogado Paulo Penedos, filho do presidente da REN, que trabalhava para o grupo empresarial de Manuel Godinho, o homem que está detido.
Segundo adianta o jornal “i”, José Penedos pode igualmente ser constituído arguido neste caso. O jornal, citando fonte ligada ao processo, diz que existem indícios que envolvem o presidente da REN.
No entanto, ouvido entretanto pela RTP, José Penedos garante que o filho nunca lhe pediu qualquer favor.