A antigo ministro Armando Vara será um dos arguidos constituídos no âmbito do processo "Face Oculta", segundo vários meios de comunicação social. A operação, desencadeada pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro da PJ, resultou ainda na detenção de um empresário.
Depois de realizar, esta quarta-feira, mais de 30 buscas em diversas empresas por causa de suspeitas de crimes económicos, a PJ confirmou que foi feita uma detenção e constituídos 12 arguidos, mas não adiantou nomes.
Segundo a edição electrónica do Público, António Vara é um dos arguidos da operação “Face Oculta”. No entanto, o jornal salvaguarda ter apurado que as suspeitas que recaem sobre o ex-ministro de António Guterres não dizem respeito ao período em que exerce o cargo de vice-presidente do Millennium BPC, cargo que ainda ocupa.
Esta quarta-feira à noite, a SIC divulgava que o nome de Armando Vara consta da lista de mandados de busca.
Antes a edição electrónica do semanário Expresso dava conta que o antigo presidente da Fundação para a Prevenção e Segurança podia estar envolvido neste caso de corrupção e noticiava que a casa e os escritórios do antigo dirigente socialista tinham sido alvo de buscas.
Já a RTP dava conta que através de escutas telefónicas, Armando Vara tinha sido surpreendido pela PJ a pedir dez mil euros ao empresário Manuel Godinho, o único arguido detido até ao momento por esta investigação.
Segundo o Público, o antigo ministro deve prestar esclarecimentos ao juiz de instrução criminal de Aveiro no inicio de Novembro, altura em que se realizam os primeiros interrogatórios aos arguidos que vão servir para definir as medidas de coação a que os suspeitos vão ficar submetidos.
Contactado pela TSF, o gabinete de impressa do Millennium BPC fez saber que o vice-presidente do grupo não prestaria esclarecimentos.
A TSF procurou, na quarta-feira à noite, sem sucesso, recolher um comentário de Armando Vara a estas notícias.