A Sociedade Portuguesa de Obstetrícia afirma que «não há estados de alma» quando se fala em gripe A. O presidente da sociedade diz estar perplexo com os enfermeiros da Linha Saúde 24 sobre as dúvidas que manifestam em relação à vacinação.
É com «perplexidade» que a Sociedade Portuguesa de Obstetrícia reage às dúvidas dos enfermeiros da Linha Saúde 24 por causa da vacina contra a gripe A.
A grande maioria dos enfermeiros da Linha Saúde 24, que fazem parte do grupo considerado prioritário, não quer ser vacinada.
Em declarações à TSF, o presidente da Sociedade de Obstetrícia disse não aceitar as dúvidas dos enfermeiros.
«É com perplexidade que ouço pessoas que têm a obrigação de transmitir uma informação cuidada, estarem a dar ao público a noção de que os conselhos que vão dar não são os recomendados mas os que os seus próprios estados de alma e convicções empíricas estão a trazer a público», afirmou.
No entender de Luís Graça, trata-se de uma situação «gravíssima, pelo que deve haver cautela naquilo que se diz».
À TSF, o responsável defendeu ainda a vacinação das grávidas contra a gripe A, considerando tratar-se de uma vacina, nos métodos de fabrico, igual à da gripe sazonal».
Luís Graça garantiu também que não há nada científico que confirme receios quanto à vacina contra o vírus H1N1.