O antigo presidente da República, Jorge Sampaio, pensa que os agentes políticos têm de se deixar de assuntos periféricos. É um desafio que lança ao Parlamento.
Jorge Sampaio acredita que, perante a crise que o país está a viver, os portugueses não estarão satisfeitos com o ambiente crispado entre os agentes políticos.
Entre o Governo e a oposição, o antigo presidente da República está no Brasil e foi neste local que lamentou que os temas que estão na ordem do dia sejam o penalti marcado contra o Sporting assim como a escolha do próximo provedor de justiça.
Um processo que Jorge Sampaio espera que o parlamento não demore muito a resolver.
«A Assembleia da República que é um órgão fundamental no país, de soberania, sede da representação popular tem de arrumar estes assuntos e andar para a frente. Bons inquéritos, boas interpelações, boas respostas do Governo, criar um bom ambiente de confronto político útil e não estas coisas que a meu ver me parecem muito periféricas. As notícias que tive de Portugal nestes dias foi o penalti que foi marcado contra o Sporting e o provedor de justiça. Convirá que é pouco», salienta.
O ex-presidente da República espera por isso que a democracia portuguesa siga um outro caminho e refere que o ambiente que se vive neste momento não é o melhor.
«Acho que o clima está muito crispado. A democracia quer confrontação, quer programas alternativos, mas dispensa a crispação. Não acho que as pessoas que sofrem todos os dias ou que estão a fazer contas sobre o que podem ou não podem gastar, a quem não resta saldo nenhum, gostem de ver uma sociedade política tão crispada», considera Jorge Sampaio.