O primeiro-ministro repudiou, esta quinta-feira, «mais uma vez e com indignação, as notícias difamatórias» sobre o seu envolvimento no licenciamento do projecto Freeport. José Sócrates frisou ainda que já não é a primeira vez que enfrenta uma «campanha negra com as técnicas habituais da deturpação e da insídia».
«Quero repudiar, mais uma vez e com indignação, as noticias difamatórias que a meu respeito têm sido divulgadas e alimentadas na comunicação social a propósito do licenciamento do projecto Freeport», começou por dizer José Sócrates, numa comunicação ao país, em São Bento.
José Sócrates defendeu-se com o comunicado da Procuradoria-geral da República (PGR) divulgado esta quinta-feira, que considera que a carta rogatória inglesa, recebida a 19 de Janeiro, a propósito do caso Freeport não contém «nenhum facto juridicamente relevante».
Lembrando que a PGR é a «única autoridade competente» para prestar esclarecimentos sobre o caso Freeport, Sócrates disse que o comunicado mostra que a verdade do processo em causa «não corresponde ao que tem sido noticiado».
Na opinião do Chefe do Governo, as noticias que apontam para o seu envolvimento no caso Freeport resultam de «fugas de informação» e de «informações caluniosas», lembrando que passou pelo mesmo na campanha eleitoral de 2005.
José Sócrates reafirmou a sua «total confiança» em que a autorização ambiental do projecto Freeport obedeceu ao «cumprimento rigoroso de todas as normas», não tendo sido emitida com qualquer espécie de favorecimento.
«Não é desta forma que me vencem»
«Já não é a primeira vez que enfrento uma campanha negra com as técnicas habituais da deturpação e da insídia», sublinhou, acrescentando que não é dessa forma que o vão vencer, numa alusão às eleições legislativas deste ano.
José Sócrates frisou que «a calúnia, a difamação a insídia não vencem em democracia».
No final da sua comunicação e em resposta às perguntas dos jornalistas, o Chefe do Governo adiantou ainda que não falou com o Presidente da República, Cavaco Silva, sobre o caso Freeport e sublinhou que não se coloca «na posição de suspeito».
O primeiro-ministro reagia assim às noticias publicadas pelas revistas Visão e Sábado que colocavam José Sócrates sob suspeita das autoridades britânicas no caso Freeport.