O bispo auxiliar de Lisboa entende que os professores têm sido usados como instrumento na questão da avaliação dos docentes. Em entrevista à TSF, D. Carlos Azevedo disse ainda que a actual crise financeira é resultado da especulação.
O bispo auxiliar de Lisboa considerou que os professores têm sido usados como instrumento e que a questão da avaliação dos docentes tem sido extrapolada à custa da influência dos professores.
Em entrevista à TSF, D. Carlos Azevedo, que considerou que o ensino está, mesmo assim a atravessar uma boa fase, espera que a «arte tão difícil de ser professor não seja aproveitada meramente para os fazer reagir a uma dimensão muito pequenina que é a avaliação».
«Há aqui um aproveitamento do descontentamento só para a dimensão da avaliação e acho que os professores deviam estar mais atentos a estes processos», explicou o antigo porta-voz do episcopado.
Sobre a crise financeira, D. Carlos Azevedo diz que esta foi uma consequência da especulação e de previsões de crescimento económico assentes em falsas premissas.
«Esta crise se aparecer como uma mera recauchutagem do capitalismo vai muito perto e alguns parece que estão a pôr aqui alguns remendos a pensar que com os remendos se conserta», explicou.
Para este religioso, a crise será «tão profunda, irá tão fundo e vai ser tão radical que vai levar a pensar como caíram os muros do comunismo há tempos».
«Estão a começar a cair alguns muros de um outro sistema que também sem critérios, desenfreado, nos conduziu para um abismo», concluiu.