Quase dois em cada três cursos das universidades e institutos politécnicos públicos ficaram com as vagas totalmente preenchidas na primeira fase do concurso de acesso, segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. No que respeita ao pagamento de propinas a maioria dos estabelecimentos de ensino vai fixar o valor pelo máximo permitido.
A subida é geral, mas é nos politécnicos onde mais se nota. Os alunos universitários vão pagar mais cerca de 5 por cento de propinas.
Já os que escolheram o instituto politécnico para estudar vão ter de enfrentar um novo aumento que desta vez ultrapassa mesmo os 6 por cento.
Os números, apresentados pelo Jornal de Notícias, revelam ainda que só as universidades do Algarve e dos Açores não vão cobrar a propina máxima.
Um dos mais de 44 mil candidatos que tenha entrado na primeira fase do ensino superior pode vir a pagar mais de 990 euros se escolheu por exemplo a universidade de Évora.
Se optou pelo Instituto Politécnico de Lisboa o aluno pode mesmo ter que desembolsar 980 euros.
Os valores cobrados nas universidades e nos politécnicos são cada vez mais próximos e por vezes pode até ficar mais caro se o aluno optar pelos institutos.
Ao JN, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, justifica estes números com a necessidade de compensar o agravamento das despesas que em muitos casos não são de funcionamento, mas derivadas de contribuições e pensões para a Caixa Geral de Aposentações.
Luciano de Almeida acrescenta que no que respeita ao acesso ao ensino superior não faz sentido que haja uma discriminação positiva ou negativa em função das instituições.
O Governo atribuiu um reforço extraordinário de quase 10 milhões de euros às instituições. Um reforço que para o presidente do conselho coordenador dos institutos superiores politécnicos não é suficiente.