O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, devolve a acusação a Manuela Ferreira Leite. A líder do PSD escreve este sábado no jornal Expresso que o país assiste a um silêncio inaceitável de José Sócrates perante um alarmante aumento da criminalidade.
Ferreira Leite sublinha que «a segurança interna é uma função da exclusiva competência do Estado». Por isso, o silêncio do primeiro-ministro é «inexplicável». A líder do PSD critica o facto de até ao momento apenas se terem pronunciado sobre o aumento da criminalidade «responsáveis intermédios».
O ministro dos Assuntos Parlamentares devolve a crítica e adianta que o «silêncio alarmante», título utilizado por Manuela Ferreira Leite no artido, assenta que nem uma luva na própria.
Para Augusto Santos Silva a crítica da líder social-democrata «encerra uma ironia singular porque se aplica que nem uma luva à sua própria atitude desde que foi eleita presidente do PSD. Se há palavra que caracteriza o comportamento da doutora Ferreira Leite é um silêncio alarmante, porque do principal partido da oposição não tem recebido nenhumas sugestões, propostas ou críticas construtivas».
O responsável pela pasta dos Assuntos Parlamentares acusou ainda o PSD de ter uma atitude irresponsável.
«Relativamente às questões da segurança é uma posição que não é própria de um partido com responsabilidades e sentido de Estado, porque quando há criminalidade violenta como tem acontecido nos últimos tempos em Portugal, o que se espera de partidos com posição responsável é o apoio às forças de segurança e não atitudes demagógicas como pedir a demissão do ministro», defende.
A TSF quis saber se Augusto Santos Silva considera necessário que José Sócrates fale ao país sobre os mais recentes crimes violentos, o ministro responde que o mais importante é agir.