Dias Loureiro, antigo administrador da Sociedade Lusa de Negócios, que detinha o Banco Português de Negócios, garantiu que nunca desempenhou funções naquele banco explicou que todas as contas que assinou foi numa base de confiança.
«Assinava as contas no final do ano», concretamente as de 2001, «porque havia auditorias», havia o envolvimento do Banco de Portugal e «pessoas de quem eu confiava quase cegamente», disse, em entrevista à RTP, Dias Loureiro.
Questionado sobre José Oliveira e Costa, que foi, esta sexta-feira, detido em prisão preventiva, Dias Loureiro pôs as mãos no fogo pelo antigo presidente do BPN.
«Oliveira e Costa é um homem brilhante, muito inteligente e um trabalhador incansável. Não credito que tenha alguma vez lucrado, pessoalmente, com alguma coisa que lhe tenha corrido mal no BPN», afirmou.
O antigo banqueiro foi detido num processo em que é suspeito de burla qualificada, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, entre outros crimes.
O antigo ministro da Administração Interna disse ainda que o seu lugar no Conselho de Estado está «sempre à disposição» do Presidente da República, na sequência da polémica em torno do BPN.
Garantindo estar de «consciência tranquila», em relação às funções que exerceu como administrador do Grupo Sociedade Lusa de Negócios, Dias Loureiro mostrou-se disponível para colaborar com as autoridades no que for necessário.