O primeiro-ministro italiano quer juntar, este sábado, meio milhão de apoiantes em Roma. Nas vésperas das eleições locais e regionais, o partido de Berlusconi fretou autocarros, comboios e até aviões para garantir uma mega-manifestação de apoio.
Roma prepara-se para receber, este sábado, uma manifestação em defesa do primeiro-ministro italiano, que fala numa «campanha de invenções» contra elementos do seu partido.
O primeiro-ministro italiano disse, num comício esta sexta-feira à noite em Nápoles, que a Itália é o único país da Europa onde os jornais publicam escutas do chefe do governo.
Essas escutas são alegadamente dadas pelos magistrados aos jornais da esquerda, acusou Silvio Berlusconi, cujo partido tem candidatos impedidos de irem a votos nas próximas eleições autárquicas e regionais, incluindo a candidatura na cidade de Roma.
Por isso, Berlusconi avançou com uma super manifestação em seu favor e do seu partido, o Povo da Liberdade (PDL).
Para além dos habituais autocarros, a organização está a recorrer ao aluguer de aviões para levar a Roma meio milhão daquilo a que Berlusconi chama promotores da liberdade.
Numa comunicação aos eleitores, o chefe do governo italiano apelidou os processos judiciais onde estão envolvidos os candidatos do seu partido como «campanha de invenções» que não merece mais do que a «indiferença».
Os candidatos do partido de Berlusconi na região da Lombardia e Lazio foram excluídos e na câmara de Milão e de Roma também são acusados de corrupção por aquilo a que o primeiro-ministro italiano chama de «magistratura politizada».
Para o primeiro-ministro italiano, trata-se de um triângulo de oposição, que junta magistrados à esquerda e aos sindicatos e que inventa campanhas contra o chefe de governo de Roma.