O presidente da Comissão Europeia disse hoje que não tem dúvidas de que Bruxelas vai apoiar financeiramente a Madeira, mas lembrou que o Governo só deverá ter uma resposta no próximo Outono.
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso afirmou, esta sexta-feira, que o Governo português poderá ter uma resposta da União Europeia ao pedido de apoio para os prejuízos da catástrofe de Fevereiro na Madeira no próximo outono.
«Já manifestámos a nossa disponibilidade para ajudar as autoridades portuguesas e da Madeira para fazer essa avaliação e vamos activar com o máximo de urgência. Mas são processos que demoram algum tempo porque têm de ser devidamente instruídos e depois merecer a aprovação do Conselho, isto é, dos governos e do Parlamento Europeu», explicou.
Durão Barroso sublinhou que não tem «a menor dúvida» de que Bruxelas vai apoiar financeiramente a Madeira, mas lembrou que o Governo português deve apresentar o processo até ao final de Abril. Se não houver atrasos imprevisíveis, «o mais tardar no Outono pode haver uma resposta», disse Durão Barroso na freguesia de Serra d'Água, concelho da Ribeira Brava, no âmbito da visita que efectuou à Madeira para expressar a sua solidariedade e observar os estragos causados pela intempérie de 20 de Fevereiro.
O presidente da Comissão Europeia adiantou que, de momento, está a ser efectuado o trabalho de avaliação dos danos pelas autoridades regionais e do continente, que agora «têm de apresentar devidamente fundamentado» esse levantamento.
Durão Barroso destacou que será tido em conta neste processo «a avaliação real dos prejuízos e o facto de a Madeira ser uma região ultraperiférica, por isso tem uma bonificação na ponderação dos fundos que pode receber».
«Venho trazer uma palavra de esperança. A Madeira tem um grande futuro pela frente e a verdade é que a vida continua e estou impressionado com aquilo que já em tão pouco tempo foi possível fazer», afirmou.
«Temos aqui uma actividade extraordinária», conclui Durão Barroso, manifestando ainda a solidariedade para com as famílias e amigos das vítimas da intempérie que a 20 de Fevereiro provocou a morte de 43 pessoas, continuando desaparecidas oito, 600 desalojados e avultados danos materiais.
O presidente da Comissão Europeia visitou as freguesias de Taboa e Serra d'Água, no concelho da Ribeira Brava, e visita ainda as zonas mais afectadas pelo temporal no Funchal.