A candidata à Presidência da Ucrânia diz que ainda é cedo para saber quem venceu a segunda volta, já que a distância entre os dois candidatos está dentro da margem de erros das sondagens.
Apesar de os resultados oficiais só serem conhecidos segunda-feira, as sondagens à boca das urnas revelaram que a segunda volta das presidenciais na Ucrânia ditou a vitória a Victor Ianukovitch, dirigente do Partido das Regiões, com mais de 48 por cento dos votos
A candidatura adversária, a primeira-ministra Iúlia Timochenko, conseguiu pouco mais de 45 por cento das escolhas, de acordo com as sondagens.
Parente estes valores, a equipa de Timochenko não declarou derrota, alegando que a distância entre os dois candidatos presidenciais está dentro da margem de erro das sondagens à boca das urnas.
«Ainda é cedo para falar de vitória, não foi possível impedir falsificações em massa. Por isso é preciso, primeiramente, receber as provas das violações da lei eleitoral e só depois falar de dados definitivos em algumas mesas de voto», sublinhou Alexandre Turtchinov, chefe de campanha de Iúlia Timochenko.
A primeira-ministra ucraniana proibiu Ianukovitch de festejar a vitória, e recordou-lhe que, em 2004, Vladimir Putin, então Presidente da Rússia, o felicitou duas vezes pela vitória nas presidenciais, mas saiu derrotado.
Este domingo, cerca de 37 milhões de eleitores foram chamados a escolher - nesta segunda volta - o próximo presidente da Ucrânia.
Os observadores internacionais foram dando conta da normalidade com que decorreu este dia, que ficou, no entanto, marcado por uma fraca afluência às urnas.
Entretanto, em declarações à TSF, Paulo Sadokh, presidente da Associação dos Ucranianos em Portugal, disse que a diferença de dois a três por cento entre os dois candidatos nas sondagens à boca das urnas torna difícil perceber quem vai ganhar.
«A comunidade ucraniana em Portugal estão muito preocupada sobre quem será o próximo presidente» do país, disse, sublinhando que na segunda volta foram votar «o triplo dos ucranianos» que votaram na primeira.
Paulo Sadokh justificou que muitos ucranianos pensam voltar à Ucrânia, que melhorou economicamente em 2004, mas voltou a cair devido à crise económica.