O líder da oposição iraniana, Hossein Mussavi, diz-se disposto a morrer pelo seu país e pediu ao presidente Mahmud Ahmadinejad que ponha termo à repressão «para o Irão sair da crise».
«O Governo deve assumir as suas responsabilidades pelos problemas que criou no país, libertar os presos políticos e reconhecer ao povo o direito de reunião», afirma o antigo primeiro-ministro, em comunicado publicado na Internet, reagindo à violenta repressão das manifestações de domingo passado.
«Enquanto não for admitido que o país enfrenta uma grave crise, não haverá maneira de ultrapassar os problemas», escreveu Mussavi no seu "site" na Internet, kaleme.org.
Pelo menos oito pessoas morreram durante os protestos antigovernamentais de domingo passado em Teerão, incluindo um sobrinho de Mussavi.
A polícia reprimiu os protestos à bastonada e com gás lacrimogéneo e deteve dezenas de manifestantes, o que Mussavi classifica como "erro".
«É um erro recorrer à violência e às matanças», refere o líder da oposição iraniana no seu comunicado, afirmando estar pronto para o "martírio" em defesa do povo iraniano e das suas liberdades fundamentais.