O governo russo criticou, esta quinta-feira, os Estados Unidos por recusarem vistos a representantes das regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia para que possam comparecer nas Nações Unidas.
«É um erro e é contraproducente», afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, citado pelas agências noticiosas russas.
Para o chefe de diplomacia russa, as autoridades norte-americanas não podem negar aos representantes destas províncias «a possibilidade de revelar a verdade para aqueles que têm uma informação ligeiramente diferente sobre os acontecimentos que ocorreram na região« do Cáucaso.
«Iremos apoiar activamente os esforços persistentes da Abkházia e da Ossétia do Sul e o seu objectivo de apresentar livremente a sua opinião perante a comunidade internacional», reforçou.
Moscovo tem defendido, desde que reconheceu a independência destas duas regiões, a realização de uma reunião informal do Conselho de Segurança da ONU com a participação de representantes dos territórios.
Ainda em declarações às agências russas, Lavrov admitiu propor, caso Washington mantenha a recusa de conceder os vistos, a realização da sessão do Conselho de Segurança na Europa.
Os Estados Unidos defendem a integridade territorial da Geórgia, um dos principais aliados de Washington na região do Cáucaso, uma aliança reforçada este ano com um acordo de parceria estratégia.
A 8 de Agosto do ano passado, a Rússia iniciou uma intervenção militar contra a Geórgia a pretexto de defender os seus cidadãos e tropas de manutenção da paz na Ossétia do Sul.
A guerra terminou com um cessar-fogo assinado entre a Rússia e a Geórgia sob a mediação da União Europeia.