O primeiro-ministro italiano disse, esta quinta-feira, que pretende «vencer definitivamente» a máfia até ao final da actual legislatura, em 2013, considerando-a «um fenómeno patológico».
O primeiro-ministro falou à Rai Uno por telefone a partir da sua residência na Lombardia em Arcore, Monza, a norte de Milão, onde se encontra em recuperação da agressão que sofreu a 13 de Dezembro.
«Gostava de sublinhar que, apesar das acusações contra o primeiro-ministro, nenhum governo na história da República agiu com tanta determinação e eficácia na luta contra as organizações criminosas», congratulou-se Silvio Berlusconi.
Um mafioso arrependido, Gaspare Spatuzza, afirmou que Silvio Berlusconi e o seu antigo braço-direito, Marcello Dell'Utri, foram interlocutores políticos da máfia nos anos 90.
Estas acusações, rejeitadas com veemência por Berlusconi, foram desmentidas, em parte, por um antigo "capo" da Cosa Nostra.
Silvio Berlusconi, que não aparece na televisão por estar ainda com parte do rosto coberto de pensos, utilizou também a declaração telefónica para se dirigir aos seus apoiantes, reunidos a 20 de Dezembro em Milão.
Na ocasião, Berlusconi declarou por telefone que «o amor vencerá sempre a inveja e o ódio».
Segunda-feira, escolheu a versão digital do diário italiano de direita "Il Giornalo" (dirigido pelo seu irmão) para fazer uma sugestão natalícia: um cartão de militante do PDL, Povo da Liberdade, o partido de Berlusconi.
No dia seguinte, foi de novo por conferência telefónica que Berlusconi declarou aos dirigentes do PDL ter «perdoado» ao seu agressor, Massimo Tartaglia.
Berlusconi foi obrigado a cancelar a tradicional conferência de imprensa de fim de ano e a consoada com sobreviventes do terremoto da região de Abruzzo.