Foram confiscados 34 milhões de comprimentos contrafeitos em toda a União Europeia em apenas dois meses. O Comissário Europeu para a Indústria entende que esta situação «ultrapassou os piores receios» e defendeu que este crime tem de ser punido da «maneira mais severa».
O Comissário Europeu para a Indústria anunciou que foram confiscados 34 milhões de comprimidos contrafeitos em apenas dois meses nos controlos alfandegários em todos os países membros.
Em entrevista ao jornal alemão Die Welt, Gunter Verheugen considerou que esta situação «ultrapassou os piores receios» e deixou a Comissão «extremamente inquieta», numa altura em que esta situação «não pára de aumentar».
«Cada contrafacção de medicamentos é uma tentativa de hecatombe. Mesmo que um medicamento não contenha uma mais que uma substância ineficaz isto pode conduzir a que as pessoas morram, por que podem crer estar a combater a sua doença com um medicamento eficaz», explicou.
Verheugen adiantou ainda que este tipo de crime deve ser sancionado da «maneira mais severa» e disse esperar que «em 2010 a União Europeia se entenda para que o percurso do medicamento possa ser minuciosamente seguido desde o seu fabrico à venda».
«Haverá assim marcas anti-contrafacção na embalagem, nomeadamente um código de barras. E ainda um selo, para que se veja se a embalagem foi aberta e por quem», acrescentou o comissário.
Entre os medicamentos que têm sido confiscados no espaço da União Europeia estão antibióticos, tratamentos anti-cancerosos, medicamentos contra a malária e colesterol, analgésicos e falsos viagras.