Os talibãs têm vindo a ganhar terreno no Afeganistão e a al-Qaeda está a preparar ataques contra os norte-americanos, justificou o presidente dos Estados Unidos ao anunciar o reforço de 30 mil soldados norte-americanos que seguem para aquele país já no próximo Verão. Barack Obama disse ainda que estão enganados os que pensam que o Afeganistão é um novo Vietname.
Confirma-se que os norte-americanos vão enviar mais trinta mil soldados para o Afeganistão. Barak Obama diz que é preciso garantir a segurança dos Estados Unidos.
«É do nosso interesse nacional vital enviar 30.000 soldados suplementares para o Afeganistão», disse Barack Obama, durante um discurso pronunciado perante os alunos de West Point, a mais prestigiada escola militar norte-americana.
Barak Obama afirmou não ter dúvidas de que, neste momento, quer no Afeganistão, quer no Paquistão, estão a ser preparados novos atentados contra os Estados Unidos e que foi por isso que tomou esta decisão.
O presidente dos Estados Unidos considerou que estes «são os recursos dos quais necessitamos para reconquistar a iniciativa e reforçar as capacidades afegãs» de modo a transferir a responsabilidade da segurança para o exército e polícia afegãos.
Obama precisou, no entanto, que «dentro de 18 meses, as tropas vão começar a regressar a casa», ou seja a partir de Julho de 2011.
O presidente norte-americano preveniu que o envio destes reforços para o Afeganistão, que vão fazer subir o contingente norte-americano para cerca de 100.000 soldados, vai «custar provavelmente 30 mil milhões de dólares este ano» aos cofres dos Estados Unidos.
Num discurso de mais de 30 minutos, Obama realçou ainda que o Afeganistão não é um segundo Vietname.
«Para aqueles que sugerem que o Afeganistão é outro Vietname e não pode ser estabilizado digo que este argumento se baseia numa falsa leitura da história. Ao contrário do Vietname, temos aqui uma ampla coligação de 43 nações que reconhecem a legitimidade da nossa acção, ao contrário do Vietname não enfrentamos uma ampla contestação de base popular», adiantou.
O presidente norte-americano Barack Obama disse também que não conta assinar mais «cheques em branco» ao Afeganistão, acrescentando que em troca da ajuda norte-americana exigiu ao governo de Karzaï que persiga os responsáveis corruptos.
Entre os membros da NATO, a Itália também vai enviar mais 1500 soldados para o Afeganistão e a Grã-Bretanha contribuiu com mais 500.A França só se compromete com treino e formação para as tropas afegãs, enquanto a Alemanha pede tempo para pensar num eventual reforço do contingente que se encontra no Afeganistão.