Durão Barroso apresentou, esta sexta-feira, em Bruxelas, a atribuição de pelouros aos nomes já conhecidos da sua nova equipa de comissários europeus, que considerou ter elementos «excelentes» e com uma boa combinação de «talento e competência».
«Tenho confiança de que este colégio será decisivo na condução da Europa no caminho da recuperação económica e uma economia de mercado social que trabalha a pensar nas pessoas», afirmou o presidente da Comissão Europeia.
O presidente do executivo comunitário confiou os importantes cargos na área económica aos comissários europeus de nacionalidade espanhola, francesa, belga e finlandesa.
Durão Barroso decidiu criar um comissário para o Clima, entregando-o a uma dinamarquesa.
O espanhol Joaquin Almunia, que no executivo que está de saída ocupava o lugar dos Assuntos Económicos e Monetários, tem agora o importante lugar de responsável pela Concorrência.
A pasta do Comércio vai para o comissário de nacionalidade belga Karel de Gucht e a do Mercado Interno e Serviços Financeiros para o francês Michel Barnier.
O finlandês Olli Rehn, que na anterior Comissão tinha a pasta do Alargamento, fica agora com o dos Assuntos Económicos e Monetários.
A comissária de nacionalidade britânica Catherine Ashton já tinha sido nomeada há uma semana como vice-presidente da Comissão Europeia responsável pela Política Externa dos 27, um lugar com poderes alargados em relação ao executivo anterior.
O presidente da Comissão Europeia reconheceu a existência de pressões para ocupar um ou outro cargo, mas assumiu total responsabilidade sobre a escolha final.
«Obviamente que nestes processos há sempre diálogo, há sempre pedidos, há sempre sugestões, mas a decisão final é minha e assumo total responsabilidade» pela composição final, disse o presidente da Comissão Europeia.
Os nomes dos comissários e os respectivos pelouros terão ainda de ser aprovados pelo Parlamento Europeu, que se pronunciará em Janeiro, após audições individuais com todos os comissários designados, entrando a nova Comissão em funções apenas depois do voto favorável da assembleia.