A hostilidade entre os comandos militares norte-americano e britânico no Iraque foi «profunda», segundo um relatório secreto da defesa britânica hoje publicado pelo Daily Telegraph.
O responsável pelas tropas britânicas no Iraque, o general de divisão Andrew Stewart, descreve os seus homólogos norte-americanos como «um grupo de marcianos».
«A nossa capacidade de influenciar a política norte-americana no Iraque é mínima», disse.
«Qualquer diálogo lhes é estranho», acrescentou.
«Apesar da nossa dita «relação especial» (com os Estados Unidos), reconheço que não nos tratam de maneira diferente da que tratam os Portugueses», afirmou, por exemplo, o coronel JK Tanner, chefe do pessoal do exército britânico.
Estas declarações provêm de entrevistas oficiais efectuadas pelo ministério da Defesa, junto dos comandantes britânicos que regressaram de missão após o primeiro ano de pacificação no Iraque (de Maio de 2003 a Maio de 2004).
Elas são tornadas públicas na véspera da abertura de um inquérito independente sobre o papel da Grã-Bretanha no Iraque, que começa terça-feira, depois das tropas britânicas se terem retirado do país em Julho passado com um balanço de 179 mortos nas suas fileiras.