O presidente norte-americano, Barack Obama, pede a Hamid Karzai progressos no governo do Afeganistão. Uma insistência com Cabul que antecipa a decisão sobre o futuro do contigente militar norte-americano no país.
O Washington Post conta que o embaixador norte-americano em Cabul, Karl Eikenberry, enviou na semana passada duas mensagens a Washington, onde se mostrava apreensivo quanto à possibilidade de um reforço de tropas internacionais no Afeganistão.
O embaixador defende que deve ser dada uma oportunidade ao recém-eleito presidente, Hamid Karzai, e ao governo afegão, de mostrarem que querem lutar contra a corrupção e o crescimento dos talibã no país.
Estas mensagens chegaram à Casa Branca antes da reunião desta quarta-feira, onde Barack Obama e a sua equipa de segurança nacional estão a considerar pelo menos quatro opções, referiu o porta-voz de Washington à BBC, sem as especificar.
O presidente norte-americano tem há três meses em cima da mesa, as recomendações do general Stanley Mcchrystal, comandante das forças dos EUA e da Nato no Afeganistão, que pede um reforço de 40 mil soldados, mas há opções que recomendam o envio de 20 a 30 mil militares.
A BBC avança que tanto o general David Petraeus como o primeiro-ministro britânico esperam uma decisão em breve, Gordon Brown disse mesmo perante o Parlamento que esta será uma questão de dias.
Nos EUA têm vindo a crescer as críticas. Os republicanos acusam Obama de estar a empatar a decisão, alguns democratas opõem-se à continuação da guerra e à presença dos EUA no Afeganistão e no Iraque. Também a opinião pública está cansada de oito anos de guerra à distância e sem um fim à vista.