A Câmara dos Representantes aprovou, na generalidade, um plano de reforma na área da saúde proposto pelo presidente norte-americano. Por outro lado, foi rejeitada uma proposta neste sentido por parte da oposição republicana.
A Câmara dos Representantes aprovou, no sábado, na generalidade, um plano de reforma na área da saúde proposto pelo presidente norte-americano com 220 votos a favor e 215 contra, isto após 12 horas de debate na câmara baixa dos EUA.
A aprovação deste projecto, considerada a mais importante mudança neste sector em cerca de 40 anos, conferiu uma crucial vitória a Barack Obama nesta questão.
Desta forma, a Câmara dos Representantes aprovou uma lei que vai dar assistência médica à quase totalidade dos norte-americanos, que até agora estavam totalmente desprotegidos neste aspecto.
Os Republicanos sempre se mostraram contra esta ideia que deverá custar qualquer coisa como 900 mil milhões de dólares nos próximos dez anos por entenderem que esta significa intervenção demasiado forte no sistema privado de saúde.
A lei vai agora passar para o Senado onde terá de ser aprovada por pelo menos com 60 votos a favor.
O parlamento rejeitou ainda uma contra-proposta de lei apresentada pela oposição republicana a este respeito.
Foi ainda adoptada uma proposta democrata anti-aborto, que reforça a interdição do uso de fundos públicos para abortos, por 240 votos a favor e 194 contra.
Após esta votação, o presidente norte-americano considerou que esta foi uma votação histórica de uma lei «que vai fornecer estabilidade e segurança aos norte-americanos que já têm uma cobertura» de saúde.
Barack Obama lembrou ainda que os que até agora não tinham seguro de saúde ficarão com uma «escolha de de cobertura de qualidade» e que os custos de saúde baixarão para famílias e empresas.
«É um projecto de lei que é inteiramente financiado e que vai reduzir o nosso défice. Graças ao excelente trabalho da Câmara, estamos a não mais que dois passos de conseguir a reforma da cobertura de saúde nos EUA», acrescentou.
O presidente dos EUA mostrou-se ainda a«bsolutamente confiante» de que o Senado irá «seguir o exmplo» da Câmara dos Representantes e «passar a sua versão do projecto de lei» de cerca de duas mil páginas.