O presidente russo, Dmitri Medvedev, admitiu novas sanções contra o Irão caso persista o impasse no dossier nuclear. Entratanto, o Irão voltou a rejeitar a hipótese de troca de urânio enriquecido iraniano por combustível para o seu reactor de pesquisa.
O presidente russo admitiu, numa entrevista ao semanário alemão Der Spiegel publicada este sábado pelo Kremlin, a possibilidade de novas sanções contra o Irão se persistir o impasse no dossier nuclear iraniano.
«Se os dirigentes iranianos adoptarem uma atitude menos construtiva, em teoria tudo é possível. Não quero que tudo termine com a adopção de sanções internacionais porque as sanções, regra geral, conduzem a lugar complicado e perigoso», explicou Dmitri Medvedev.
Nesta entrevista, o líder russo confirmou ainda que a Rússia está disposta a ajudar ao enriquecimento do urânio iraniano caso Teerão aceite o projecto de acordo preparado pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).
Esta hipótese voltou novamente a ser rejeitada, este sábado, pelo presidente da comissão de Negócios Estrangeiros do parlamento iraniano, que disse que o Irão se recusa a enviar o seu urânio enriquecido em troca de combustível para o seu reactor de pesquisa.
«Não está previsto enviar uma parte dos 1200 quilogramas de urânio para a outra parte para receber combustível. Isso está fora de questão que seja de forma gradual quer seja de uma só vez», confirmou Alaedine Boroujerdi, citado pela agência Irna.
Este responsável adiantou ainda que os peritos iranianos estão a ver como o Irão poderá obter este combustível e frisou que o representante do Irão na AIEA, Ali Ashgar Soltanieh, está a «negociar para encontrar uma solução».