Hillary Clinton inicia este domingo uma visita a Luanda, sendo que a questão dos combustíveis deverá ocupar um espaço importante na agenda oficial. Mas à margem desta visita, a Associação Mãos Livres «pede» à chefe da diplomacia norte-americana para não se esquecer de levantar a questão dos direitos humanos.
Angola é o terceiro ponto de paragem numa viagem em que a secretária de estado norte-americana visita sete países africanos.
Uma visita que decorre sob o signo do petróleo, mas à margem do programa oficial há uma carta aberta a pedir a Hillary Clinton para falar dos direitos humanos e da democracia.
David Mendes, presidente da Associação Mãos Livres, é um dos subscritores desse documento e explicou à TSF o objectivo da mesma.
«Tem estado a correr pelo mundo que a ideia de que Angola está a evoluir do ponto de vista da democracia, quando na verdade as pessoas que ideias opostas são perseguidas, presas, o direito de manifestação é proibido», sublinhou David Mendes.
«Para a normalização política seria bom que o regime aceitasse que houvessem eleições presidenciais para normalizar o sistema político», acrescentou.
«Nos gostaríamos que os interesses económicos não se afastassem dos direitos humanos, creio que muitos países, incluíndo os EUA estão preocupados com a intervenção da China em Angola e todos sabemos que a China não respeita os direitos humanos», frisou David Mendes.
Na agenda deste domingo está também marcado um encontro com o chefe da diplomacia angola, Assunção Anjos, e com responsáveis do sector dos petróleos.