De acordo com o barómetro da Marktest para a TSF e Diário Económico, o PS recolhe 40 por cento das intenções de voto e o PSD 31,6. Pedro Silva Pereira, ministro socialista, revela que o contacto com os eleitores vai no mesmo sentido deste resultado, já o vice-presidente do PSD, Paulo Mota Pinto, prefere sublinhar o número elevado de indecisos.
O barómetro Marktest para a TSF e Diário Económico mostra um desempate entre os dois principais partidos, com o PS a ganhar distância, bem como a queda do Bloco de Esquerda, que contudo ainda assim segura a terceira posição.
Ouvido pela TSF, Pedro Silva Pereira, do PS, revelou que o contacto com os eleitores vai no mesmo sentido que os resultados deste barómetro.
«Para nós a principal sondagem é aquela que decorre do contacto com as pessoas, que nos diz que não vêem na proposta política do PSD nada que diga respeito ao seu futuro. Por isso, penso que as sondagens apenas reflectem o reconhecimento de uma diferença que é cada vez maior entre uma direita conservadora e o PS que está aqui para fazer avançar o país», sublinhou Silva Pereira.
Já Paulo Mota Pinto, vice-presidente do PSD, fez questão de sublinhar que nos dados brutos deste barómetro existe uma grande fatia de eleitores indecisos.
«Com 37 por cento de indecisos nenhuma sondagem é fiável, portanto tudo pode acontecer. Acredito na vitória do PSD», afirmou Mota Pinto.
O barómetro mostra também uma queda do Bloco de Esquerda, contudo Francisco Louçã preferiu sublinhar que o PS não consegue chegar à maioria absoluta e a direita sai derrotada.
«Sublinha a derrota da direita, da maioria absoluta, José Sócrates jogou tudo o que podia, mas não consegue chegar à maioria absoluta. Lutaremos por mais votos, mas se conseguirmos fazer a convergência dos votos da esquerda que possa tirar a maioria absoluta a José Sócrates é uma grande vitória para nós», destacou Louçã.
O CDS-PP sobe e ultrapassa a CDU, surgindo na quarta posição, por isso Paulo Portas mostrou confiança.
«Nas eleições europeias as sondagens davam ao CDS 3,3 por cento, agora dará 8,2. Portanto, as pessoas que tirem as suas conclusões. Isto quer dizer que vamos ser a surpresa no próximo domingo», declarou Portas.
Na quinta posição está a CDU, mas Jerónimo de Sousa considerou que as sondagens continuam desfasadas do que verifica no terreno.
«Estamos de facto a crescer, no terreno verificamos uma ideia muito forte de crescimento e avanço da CDU e, nesse sentido, creio que o resultado não corresponde à realidade», sublinhou Jerónimo de Sousa.