A líder do PSD argumentou, esta quinta-feira, que «não vale a pena os portugueses dispersarem-se» porque José Sócrates só deixará de ser primeiro-ministro se o PSD tiver mais votos do que o PS. Ferreira Leite prometeu ainda que, se for primeira-ministra, uma das suas primeiras acções será renegociar com a UE os fundos comunitários destinados ao TGV, tentando transferi-los para outros objectivos.
«Todos temos que ter consciência que se nós queremos substituir o engenheiro Sócrates, ele só sairá no dia em que o PSD tiver mais votos que o PS, é só nesse dia que ele de lá sairá e, portanto, não vale a pena dispersarmo-nos», afirmou Manuela Ferreira Leite, discursando no anfiteatro de uma escola profissional, em Vila Verde.
Manuela Ferreira Leite considerou que este é «um processo eleitoral difícil».
«E especialmente difícil porque lutamos sempre com armas diferentes das dos adversários», acrescentou, sem explicar a que desigualdade se referia.
Apesar disso, a presidente do PSD manifestou-se confiante: «Julgo que vamos sair vitoriosos no dia 27 de Setembro.»
Segundo a ex-ministra das Finanças, «são os números, são os factos» que indicam que o desemprego aumentou, a economia portuguesa não cresceu e Portugal se endividou durante a governação do PS.
«Em resumo, estamos mais pobres», considerou, afirmando que «é contra esta pobreza que tem crescido» que se candidata às eleições legislativas.
A líder do PSD prometeu ainda que, se for primeira-ministra, uma das suas primeiras acções será renegociar com a União Europeia os fundos comunitários destinados à alta velocidade ferroviária (TGV), tentando transferi-los para outros objectivos.
Ferreira Leite acusou o ministro da Agricultura, Jaime Silva, de ter tido como tarefa «destruir aquele sector que lhe foi atribuído».
O Governo «deu-se ao luxo de perder os fundos comunitários atribuídos à agricultura, fundos esses que estão totalmente perdidos, não há hipótese de renegociação», criticou em seguida.
«E eu pergunto: então, se isto é assim, porque é que se preocupam tanto com a ideia de que nós não vamos buscar os fundos comunitários para fazer um TGV? Quer dizer, podemos perder fundos para a agricultura, mas fundos para enfeitar o país com meios de transporte que poucos irão utilizar mas que muitos, especialmente os nossos jovens no futuro, irão pagar, aí já faz mal perder fundos comunitários», acrescentou.