Os lucros da Galp Energia subiram 14 por cento para 478 milhões de euros, em 2008, superando a expectativa dos analistas. O presidente da petrolífera assegurou que os projectos de investimento em curso nas refinarias de Sines e Porto vão criar, durante a fase de construção, entre cinco a seis mil postos de trabalho.
O «bom desempenho» do segmento de refinação/distribuição, permitiu compensar a diminuição dos resultados do segmento de negócio de gás, refere a empresa no comunicado divulgado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários.
O lucro operacional da Galp Energia antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) melhorou 9,4 por cento, para 975 milhões de euros, num período em que as vendas cresceram 20 por cento para 15 mil milhões de euros.
Só as vendas de gás natural cresceram 4,8 por cento, para 5.638 milhões de metros cúbicos.
Cerca de 80 por cento desse investimento foi canalizado para o segmento de refinação e distribuição.
Em conferência de imprensa, o presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, assumiu a empresa como uma das dinamizadoras da economia nacional, mas também como exportadora e empregadora.
Segundo o responsável, os projectos de investimento em curso nas refinarias de Sines e Porto vão criar, durante a fase de construção, entre cinco e seis mil postos de trabalho.
Ferreira de Oliveira revelou também que a taxa Robin dos Bosques representou para Galp um custo de 33 milhões de euros.
A taxa em causa, criada pelo governo em 2008, é de 25 por cento e incide sobre as reservas das petrolíferas, obrigando-as a contabilizarem as variações de existências de forma diferente daquela praticada anteriormente.