A Autoridade para as Condições do Trabalho aplicou, nos primeiros seis meses do ano, coimas que podem ascender a cerca de 1,4 milhões de euros, ao inspeccionar 2.375 empresas da área da hotelaria. Foram ainda detectadas 849 infracções.
A Autoridade para as Condições do Trabalho fiscalizou, no primeiro semestre de ano, 2.375 empresas do sector de hotelaria e restauração, disse, esta quarta-feira, à agência Lusa o inspector-geral Paulo Morgado de Carvalho.
A Autoridade apresenta nestes resultados operacionais uma quantia que pode ascender a cerca de 1,4 milhões de euros, pelo valor máximo em coimas aplicadas.
A entidade detectou ainda 370 mil euros de pagamentos em falta aos trabalhadores e uma dívida à Segurança Social de cerca dos 110 mil euros.
Segundo o responsável, a Autoridade para as Condições do Trabalho notificou durante o primeiro 2.375 empresas, num universo de 12.775 trabalhadores vistoriados.
Foram ainda detectadas 24 situações em que os empregadores não comunicaram à Autoridade para as Condições do Trabalho a celebração de contratos de trabalho com trabalhadores estrangeiros.
Esta inspecção visava a segurança e as condições de saúde no trabalho, as actividades laborais não declaradas, incluindo tempos de trabalho e descanso, os registos e a legalidade de estrangeiros a laborarem em território nacional, de acordo com o inspector-geral.