O governador do Banco de Portugal defendeu esta terça-feira, no Parlamento, que Portugal deve estudar as vantagens da energia nuclear, sublinhando que é uma opção que deve estar em cima da mesa. Vítor Constâncio apontou o modelo finlandês.
O governador do Banco de Portugal revelou hoje no Parlamento que não coloca de lado a enegia nuclear, quando é preciso discutir em Portugal a dependência energética.
Para Vítor Constâncio, a possibilidade de se construir uma central atómica não deve ser marginalizada.
«Acho que é uma opção que deve estar em cima da mesa. Basta pensar na Finlândia, um país bem gerido, que iniciou há pouco tempo um programa de construção de centrais nucleares», exemplificou.
Em reacção às declarações de Constâncio, o presidente da Liga da Protecção da Natureza, Eugénio Sequeira, disse à TSF que um debate sobre esta matéria é «sempre útil», mas sublinhou que «não deve estar inquinado».
Por seu lado, Pedro Sampaio Nunes, que liderou um processo para a construção de uma central nuclear em Portugal, «considerou que, neste momento, a situação é de tal modo crítica, que é necessário ter em linha de conta todas as opções e estudá-las de uma forma rigorosa e correcta».
Ouvido pela TSF, o responsável defendeu mesmo um referendo sobre esta matéria.