A Autoridade da Concorrência não identificou qualquer infracção à lei da concorrência na formação dos preços dos combustíveis em Portugal, mas deu conta de um «paralelismo» nos aumentos simultâneos dos preços praticados pelas gasolineiras.
O presidente da Autoridade da Concorrência afirmou, esta terça-feira, no Parlamento, que o regulador não encontrou qualquer acto ilícito na formação dos preços dos combustíveis em Portugal.
Ao apresentar o relatório sobre a formação dos preços dos combustíveis, que tinha sido solicitado pelo Governo, Manuel Sebastião frisou que a Autoridade da Concorrência analisou os preços, e sobretudo os aumentos simultâneos em todas as gasolineiras, e concluiu que «não houve qualquer infracção à lei da concorrência».
A entidade reguladora encontrou um «paralelismo» nos aumentos simultâneos dos preços, justificado pelo profundo conhecimento que as gasolineiras têm do mercado, que as leva a aumentar os valores cobrados conforme vão aumentando também os valores cobrados pelos produtos petrolíferos.
Na apresentação do relatório, Manuel Sebastião adiantou que o preço dos combustíveis em Portugal tem aumentado seguindo a média dos países europeus, com excepção de Espanha.
A Autoridade da Concorrência explicou que existe uma grande diferença entre os preços praticados em Espanha e Portugal devido ao excessivo imposto sobre os combustíveis praticado português.