A Comissão de Trabalhadores da PT tem reservas quanto à rentabilidade futura do negocio com a Oi e avisa que a empresa vai trocar a líder de mercado Vivo por uma empresa com dívidas consideráveis.
A Telefónica confirmou, esta quarta-feira, num comunicado enviado à CMVM espanhola, que alcançou um «acordo de princípio» com a Portugal Telecom para a aquisição da Vivo, mas os representantes da trabalhadores da PT não parecem convencidos com esta provável venda e com a compra de 20 por cento da Oi.
O coordenador da Comissão de Trabalhadores entende que não faz sentido trocar uma empresa que é líder de mercado por uma outra, a Oi, que é apenas quarta e que tem uma dívida considerável.
«Estamos à espera que a situação seja mais clarificada e confirmada», disse, criticando a «saída da PT da Vivo, que é o maior operador móvel do Brasil, para potencialmente entrar no quatro operador, que tem uma dívida muito significativa».
Isto significa trocar «o controle de gestão de uma empresa por uma participação financeira», acrescentou, frisando que esta possibilidade deixa alguma preocupação «em termos de receitas futuras e toda a estratégia do grupo».
Francisco Gonçalves entende que o assunto deve ser levado a uma assembleia-geral de accionistas, para expor o negócio «aos donos da empresa», mas acredita que o facto de ter sido conseguido um «acordo de princípio» revela que «o Estado não se vai opor» ao negócio.