O líder do PSD considerou prematuro fazer qualquer comentário sobre a venda iminente da participação da PT na Vivo e frisou que mantém a oposição ao uso da “golden share” para vetar o negócio.
O negócio da venda da Vivo à Telefónica deverá ser aprovado ainda esta quarta-feira em reuniões dos conselhos de administração da PT e da empresa espanhola.
«Parece-me importante que consiga haver uma saída para esta situação que foi gerada nas últimas semanas, mas ainda é prematuro fazer qualquer comentário sobre um desfecho de um negócio que ainda não é devidamente conhecido, não está bem firmado e sobre o qual o próprio Estado português não se pronunciou», comentou
Pedro Passos Coelho, que falava em declarações aos jornalistas em Santander, onde se encontra para participar num curso de Verão da Universidade Internacional Menéndez Pelayo, disse ainda que mantém a sua oposição ao uso da "golden share", depois de se ter oposto ao veto do Executivo em Junho.
«Não tenho uma posição sobre questões de princípio diferente quando estou em Lisboa, Madrid ou Santander. Manifestei-me no espaço europeu contra a utilização de poderes especiais pelos estados relativamente a empresas» e «a minha posição não foi alterada», assegurou.