O comissário europeu da Concorrência defende esta redução para recuperar emprego e aumentar a competitividade das empresas e para se fugir aos salários baixos.
O comissário europeu da Concorrência defendeu, esta segunda-feira, uma redução da carga fiscal do factor trabalho na União Europeia para recuperar emprego e melhorar a competitividade das empresas.
«Não podemos pensar que a nossa competitividade esteja baseada em salários baixos, porque essa não é a forma de actuar», afirmou Joaquin Almunia, no Fórum Europa, em Madrid, onde defendeu mais carga fiscal sobre a energia e riqueza.
Almunia considerou ainda «aritmeticamente impossível» reduzir o défice público sem cortar nas despesas, num momento em que a receitas de Estado continuam a baixar.
Este comissário europeu considerou ainda que a criação de Fundo Monetário Europeu será uma ideia com concretização apenas a longo prazo» e frisou que «não nos podemos dar ao luxo de pensar a longo prazo sem pensar no curto e médio prazo».
Muito embora tenha dito que é bom pensar no longo prazo, oara Almunia, a prioridade é melhorar a reforçar a coordenação orçamental, com a resolução da crise grega, e recolocar a economia da União Europeia no caminho do crescimento.