O presidente da Comissão Europeia considera que este PEC «ambicioso, mas exequível» precisa agora de determinação e consenso para que possa ser executado.
O presidente da Comissão Europeia considerou que o Programa de Estabilidade e Crescimento português é um «documento credível», esperando-se agora um «consenso tão vasto quanto possível nessa execução».
«Para reforçar a credibilidade do Programa, é importante que se saiba, nomeadamente no plano internacional, que aquelas medidas não são apenas deste ou daquele Governo, deste ou daquele partido, deste ou daquele primeiro-ministro mas que são medidas apoiadas pelo esforço nacional», explicou Durão Barroso.
No final de um sessão sobre o Tratado de Lisboa, o chefe do executivo europeu disse conhecer as «bases» deste documento, muito embora ainda não tenha sido apresentado, e considerou-o «ambicioso, mas exequível».
«Estamos convencidos, na Comissão Europeia, que é fundamental para a Portugal e para a sustentabilidade económica e financeira a execução do PEC e estamos convencidos que é preciso vontade política no país para pôr determinação na execução desse mesmo programa», acrescentou.
De visita à Universidade de Lisboa, Durão não quis comentar a proposta de Pedro Passos Coelho de apenas se aprovar o PEC após se conhecer quem será o próximo líder do PSD nem falar sobre a vida interna do seu partido.