A Federação das Empresas de Construção e Imobiliário diz que a quebra do investimento público poderá implicar uma redução na produção de 5,5 por cento e pôr em risco 28 mil empregos.
A Federação das Empresas de Construção e Imobiliário está preocupada com as consequências da diminuição do investimento previsto por José Sócrates, uma situação que poderá levar milhares de trabalhadores para o desemprego.
«O primeiro-ministro revelou que pretende fazer regressar o investimento público a níveis de 2008. Isso implica uma queda na produção global do sector que anda à volta dos 5,5 por cento e que em termos de emprego directo representa no imediato aproximadamente 28 mil postos de trabalho», explicou Reis Campos.
Ouvido pela TSF, o presidente desta federação, que fala numa quebra de mais de mil milhões de euros em volume de negócios, indicou que o sector da construção não pode viver numa situação em que as opções políticas estão sempre a mudar.
«Não é possível no sector que representa quase 15 por cento do emprego estar permanentemente com estas mudanças e com visões estratégicas diferentes.
Para Reis Campos, «qualquer adiamento ou suspensão de obras que estavam anunciadas devem ser acompanhadas por anúncios de outros investimentos de proximidade».