O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas considera que na estratégia adoptada para o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) o Governo poderia ter feito mais na área das receitas e taxado produtos que não são de primeira necessidade.
O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas entende que será a classe média a que vai ser mais afectada com as medidas inscritas no Programa de Estabilidade e Crescimento, que tem vindo a ser apresentado a partidos e parceiros sociais.
Ouvido pela TSF, Domingues Azevedo, que assume funções esta quarta-feira, defende que o Governo poderia ter ido mais longe no lado das receitas, poderia ter cortado o subsídio de Natal a quem mais ganha e taxado produtos que não são de primeira necessidade.
Domingues Azevedo sugere que se crie «uma taxa agravada para os produtos supérfluos, como por exemplo a transacção do ouro ou que não sejam de primeira necessidade, o que não é algo de completamente novo. Já tivemos uma taxa agravada para os produtos considerados supérfluos».
Este bastonário propôs ainda «cativar o 13º mês em alguns casos para além dos rendimentos elevados, que não pusessem em causa a sobrevivência das pessoas» e disse que será a «classe média que vai suportar o grande impacto e custo deste processo».
«Na prática, da leitura que faço, é que a classe média e as classes altas que vão pagar mais impostos», precisou Domingues Azevedo.