A ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, admitiu este domingo a necessidade de o Governo «atrair investimento» para a região da Guarda, tendo em conta os 315 despedimentos verificados na fábrica Delphi local.
A multinacional de fabrico de cablagens para a indústria automóvel já despediu 315 operários, que perdem o vínculo com a empresa no dia 31 de Dezembro e admite a possibilidade de dispensar mais 185 no primeiro trimestre de 2010.
«Aquilo que é necessário é atrair investimento para este tipo de regiões e também diversificar aquilo que é a actividade económica dos diferentes distritos», afirmou a ministra Helena André, aos jornalistas, à margem da inauguração do Lar de Idosos de Vila Boa do Mondego, Celorico da Beira).
A titular da pasta do Trabalho referiu que o Governo «tem uma série de planos de apoio às empresas, de apoio aos trabalhadores e de apoio aos desempregados« e que «todas estas questões estão sempre a ser equacionadas e reequacionadas».
Referiu que não vão ser criadas medidas específicas de apoio aos desempregados da Delphi, garantindo que o seu Ministério está «a acompanhar desde o início» a situação na empresa da Guarda.
Adiantou que a partir do início de 2010 as brigadas de intervenção do Instituto de Emprego e Formação Profissional local irão estar «no terreno para trabalharem, em conjunto, com as pessoas que vão ser despedidas» da empresa da Guarda.
Helena André admitiu que a região «não tem grandes alternativas" de emprego, daí que considere que "é preciso criar essas alternativas» e adiantou que é preciso dar mais qualificações às pessoas.
Na visita ao lar de idosos em Celorico da Beira, a ministra do Trabalho reconheceu que o esforço do Governo, das autarquias e da sociedade civil, é «fundamental» na resposta às necessidades dos mais desfavorecidos.
«São, de facto, as estruturas locais, a administração local e também as organizações da sociedade civil, que sabem identificar melhor as necessidades que existem e podem, juntamente com o Governo, através de programas existentes, programar aquilo que é mais adequado às necessidades», afirmou a governante.
Helena André considerou que «há muitos distritos do país que sofrem do envelhecimento das populações» e que «é importante» que o Governo, as autarquias e as instituições com responsabilidades na área, tratem «de criar as melhores condições para que esse envelhecimento se faça com muita dignidade e com muita qualidade».
Helena André também destacou que os novos equipamentos sociais criam novos postos de trabalho e contribuem para «a fixação de jovens» nos distritos do interior.
A responsável adiantou ainda que no âmbito do PARES, que apoia este novo lar de idosos, as 1 060 respostas apoiadas, pretendem criar, a nível nacional, «38 500 novos lugares ao nível da infância e da população mais idosa», sendo que foram já originados «mais de nove mil empregos».
A governante acrescentou que, na fase de funcionamento dos novos equipamentos, o número de postos de trabalho poderá aumentar para mais de dez mil, considerando que «são fundamentais para a sustentabilidade das infra-estruturas» e «para o desenvolvimento da economia local».
Ao nível do distrito da Guarda, referiu que o PARES apoiou um total de oito projectos, que irão criar 84 novos empregos e apoiar 356 utentes.
Na deslocação ao distrito, a ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, também inaugura, pelas 15:30, o Lar de Idosos do Centro de Apoio Social de Pala, no concelho de Pinhel, com capacidade para vinte utentes.
O projecto representou um investimento de cerca de 360 mil euros, dos quais, 250 mil correspondem a financiamento público, através do Programa PARES.