O líder da CGTP não concorda com a descida da taxa social a pagar pelas empresas que pagaram salários mínimos em 2009. Carvalho da Silva, que lembrou que as receitas da Segurança Social não são fiscais, diz que esta é uma cedência aos patrões.
O líder da CGTP discorda da descida da taxa social para a Segurança Social para empresas que pagaram salários mínimos em 2009.
Carvalho da Silva entende que esta é uma clara cedência aos patrões e que é contraditória, pois põe em causa o futuro da Segurança Social, até porque as receitas desta «não são receitas fiscais».
«Esta tendência para jogar com os dinheiros da Segurança Social como se se tratasse dos dinheiros do Orçamento de Estado que podem ser utilizados como qualquer outro valor das receitas fiscais é uma subversão dos objectivos do sistema de Segurança Social», recordou.
Recebendo com agrado o aumento do salário mínimo para os 475 euros em 2010, Carvalho da Silva entende que há condições para que se chegue aos 600 euros em 2013, faltando apenas saber qual a forma como se chegará a este objectivo.
Para a CGTP, este aumento poderá ser feito de forma gradual e pode entrar em vigor em qualquer altura do ano desde que seja em 2013.