O presidente do BES considerou, esta sexta-feira, que ainda é cedo para retirar os estímulos às economias europeias, que tiveram menos apoios no combate à crise do que as economias norte-americana e chinesa. Ricardo Salgado alertou que os efeitos da crise ainda não foram ultrapassados.
Na União Europeia, «o estímulo à recuperação económica não representa mais de dois por cento do Produto Interno Bruto (PIB) europeu», um valor que sobe para os seis por cento nos Estados Unidos e para os 15 por cento na China, disse o presidente do Banco Espírito Santo.
Ricardo Salgado considerou «extraordinário» que a União Europeia, através das manifestações que são ditadas pelos ministros das Finanças dos 27, «esteja já a pensar retirar os estímulos, numa visão de curto prazo».
O “patrão” do BES, que falava num evento organizado pela Associação Comercial de Lisboa, alegou que os efeitos da crise ainda não foram ultrapassados.