O governador do Banco de Portugal entende que o crescimento da economia portuguesa não é suficiente. Para Vítor Constâncio, serão necessárias novas medidas até 2013, que poderão passar por um aumento de impostos.
O governador do Banco de Portugal voltou a alertar para o facto da economia portuguesa não ser suficiente, o que leva à necessidade de se tomar medidas complementares para dar combate ao défice que deverá chegar aos oito por cento, segundo a Comissão Europeia.
No Parlamento, Vítor Constâncio disse não acreditar no aumento espontâneo das receitas suficiente para fazer baixar o défice para os três por cento, o que faz com que este governador fale na hipótese de aumento dos impostos a partir de 2011 até 2013.
«Nesse horizonte de quatro anos para trazer o défice do valor em que se situará este ano para menos de três por cento vai ser preciso novas medidas quer do lado da despesa, quer do lado da receita», explicou.
Para Constâncio, «serão necessárias novas medidas até 2013, visto que toda a gente sabe das previsões internacionais sobre economia europeia e mundial são de um aquecimento reduzido».
Na opinião do governador do Banco de Portugal, será a partir de 2011, quando se «verificar uma recuperação consolidada é que terá de haver um esforço maior de redução dos défices orçamentais».