O líder da CGTP, Carvalho da Silva, considerou esta tarde que o orçamento redistributivo anunciado pelo Governo para 2009 mostra a situação «difícil» do país e acusou o Executivo de inventar «mecanismos de reacerto» que faltam à verdade.
Falando à margem da Conferência sobre Imprensa Operária e Associativa, destinada a assinalar o 130.º aniversário do Jornal da Voz do Operário, Carvalho da Silva considerou que o orçamento redistributivo anunciado pelo Governo para 2009 mostra a situação «difícil» do país e acusou o Executivo de inventar «mecanismos de reacerto» que faltam à verdade.
«Os grandes meios de redistribuição de riqueza não são estes que o Governo agora adopta. O elemento estruturante mais decisivo para uma distribuição justa da riqueza que se produz é a contratação colectiva, assegurando direitos e deveres dos trabalhadores, esse é o grande elemento distribuidor», disse Carvalho da Silva.
«Agora inventam-se alguns mecanismos de reacerto para encanar a perna à rã e chama-se redistribuição quando o que nós assistimos cada vez mais é ao comum dos cidadãos a sentir dificuldades, porque os seus meios de subsistência são escassos e não é com pinceladas no orçamento que se vem compôr tudo isto», acrescentou.
O Governo aprovou quinta-feira uma proposta que procede à segunda alteração ao Orçamento de Estado para 2009, procedendo a uma redistribuição dos limites de endividamento.