O PCP propôs, esta segunda-feira, um aumento «extraordinário das reformas e pensões» de 24,7 euros mensais para o sector público e privado em 2010, para «reduzir o desequilíbrio» na distribuição da riqueza e «melhorar o poder de compra».
«Este é um objectivo que garante importantes benefícios sociais, é uma proposta que tem em conta as evoluções negativas verificadas no crescimento do PIB e da inflação em 2009 mas procura a minimização das quebras do poder de compra registadas nas pensões, do sector público e privado, desde a aplicação das novas regras de actualização anual das reformas e pensões aprovadas em 2006», afirmou Fernanda Mateus, do Comité Central do PCP.
Numa conferência de imprensa na sede do partido, a comunista referiu que o PCP apresentará no Parlamento uma proposta para aumentar em «25 euros as pensões de invalidez e velhice iguais ou inferiores ao salário mínimo nacional (segundo o valor em 2009)» e «o mesmo valor absoluto para as actualizações do salário mínimo nacional para 2010».
Os comunistas defendem ainda um aumento de «2 por cento nas pensões de invalidez e velhice iguais ou inferiores a 2500 euros» e de «1,5 por cento nas pensões por velhice e invalidez superiores a 2500 euros».
Segundo Fernanda Mateus, «os custos financeiros inerentes à proposta, significando um aumento médio das reformas e pensões de 6,4 por cento, não chegam a representar um terço das dívidas dos contribuintes à segurança social no final de 2008, que era de 3,7 mil milhões de euros».
«A proposta do PCP ao aumentar mais as pensões mais baixas, irá reduzir consideravelmente o montante global despendido anualmente com o Complemento Solidário para Idosos», acrescentou.