Eduardo Catroga entendeu que o maior problema de Portugal não é o défice, mas o crescimento económico e a reestruturação da dívida pública. Para o antigo ministro das Finanças, no próximo Orçamento de Estado deve ser dado sinal de descida de impostos a médio ou longo prazo.
Eduardo Catroga, antigo ministro das Finanças, considerou que o maior problema de Portugal não é o défice, mas o crescimento económico e a reestruturação da dívida pública.
«Se fosse Governo, a primeira coisa que faria era negociar com a União Europeia o programa específico de estabilidade e crescimento económico para a economia portuguesa com uma amplitude mais vasta do que o normal», disse.
Eduardo Catroga explicou que um défice de 3,0 por cento, seja em 2014 ou 2015, é apenas uma diferença contabilista entre receitas e despesas, ou seja, é «o menos importante».
«O que interessa é a evolução estrutural da despesa pública», considerou.
Estas declarações foram proferidas depois de o Governo português ter feito saber que está de acordo em corrigir até 2013 a situação de défice excessivo, reduzindo o desequilíbrio orçamental para menos de 3,0 por cento do PIB e indo assim ao encontro das recomendações da Comissão Europeia.
Na opinião do antigo governante, seria importante que no próximo Orçamento de Estado fosse dado um pequeno sinal de descida de impostos a médio ou longo prazo.