Cerca de duas centenas e meia de trabalhadores em greve da têxtil Califa estão em frente ao banco que é o maior credor da fábrica. Os funcionários foram informados de que a fábrica não conseguiu o plafond do banco para pagamento de salários.
Cerca de 250 trabalhadores da têxtil Califa, de São João da Madeira, que estão em greve e que têm salários em atraso, concentraram-se, esta segunda-feira, em frente do banco que é o maior credor desta fábrica.
A administração desta fábrica acusa este banco de ser o responsável por estes salários em atraso numa têxtil que está em reestruturação e que não paga aos seus trabalhadores desde Agosto.
Em declarações à TSF, a sindicalista Leonilde Capela explicou que os trabalhadores da fábrica decidiram para porque os salários não foram pagos até sexta-feira, dia em que a administração da Califa reuniu com os seus funcionários.
«Disse que não tinha conseguido o plafond para pagar os salários, que havia o problema do banco e imputou a responsabilidade para o Finibanco, o maior credor da empresa. Esta situação também é da responsabilidade do banco», adiantou esta sindicalista do Sindicato Têxtil de Aveiro.
A sindicalista adiantou que nenhum dos trabalhadores da fábrica entende porque há salários em atraso numa fábrica que tem «trabalho, carteira de encomendas e o trabalho sai», apesar da reestruturação e do período de carência de dois anos que termina em Abril.
«Isto foi acordado em tribunal. O banco tem tanta responsabilidade como o senhor José», adiantou Leonilde Capela, que garantiu que os trabalhadores ficarão frente ao banco e que a paralisação continuará até que o problema se resolva.