Um ano depois da nacionalização do BPN, o presidente do banco reconheceu, em entrevista à TSF, que a factura da nacionalização vai pesar no bolso dos contribuintes, adiantando que os custos serão significativos.
Francisco Bandeira rejeita falar em números, mas garante que a factura da nacionalização não vai ficar a zeros.
Numa entrevista à TSF, sem gravar declarações, o presidente do banco explica que está a tentar valorizar o que tem para vender, minimizando assim os prejuízos para os contribuintes.
A venda do BPN é dada como certa e vai estar fechada no próximo ano, mas para que isso aconteça é necessário que o Governo aprove o decreto-lei da reprivatização. Francisco Bandeira espera que, no final de Novembro, haja decreto.
Sobre potenciais compradores do BPN, o responsável afirma que há bancos nacionais, europeus e não só, mas sublinha que não passam de intenções de compra, na medida em que ainda não foi elaborado o caderno de encargos.
Além do mais, sublinha, a administração do BPN nunca manteve qualquer negociação ou contacto com outras instituições.
O presidente do BPN garante ainda que o banco tem interesse para quem compra, destacando a rede de balcões BPN e os recursos humanos da instituição.
Sobre a situação financeira, Bandeira revela que a fuga de depósitos não tem sido muito grande e até em linha com o esperado.
Ainda assim, mostra-se convicto de que vai haver uma solução para o problema juntamente com a SLN Valor.