O anúncio do despedimento colectivo de 590 trabalhadores da Qimonda foi recebido com surpresa e desânimo na fábrica de Vila do Conde. Alguns trabalhadores revelam ainda alguma expectativa quanto às respostas que a empresa dará no futuro.
A reportagem da TSF na Qimonda testemunhou, esta terça-feira de manhã, que a fábrica parece quase abandonada, existindo apenas alguns carros estacionados e poucos funcionários a trabalhar.
Um funcionário, que não quis gravar, disse à TSF que o futuro é incerto e que os trabalhadores não sabem de nada. A mesma fonte adiantou que parte da empresa está a laborar com cerca de 200 pessoas.
José Branco, que estava em “lay-off” e que decidiu aceitar a rescisão de contrato na semana passada, confessou que a noticia de despedimento colectivo de 590 pessoas apanhou todos de surpresa.
«Espero que se faça justiça e que as pessoas que vão ser despedidas agora venham exactamente com os mesmo direitos que eu, para que possam prosseguir com a sua vida com alguma estabilidade», disse.
Confessando que já previa este despedimento, embora não tão rápido, José Branco adiantou que os funcionários que continuam a trabalhar vivem num «medo constante que chegue a vez deles».